Saúde e Bem-Estar

Saúde: 55% dos casos de demência são diagnosticados como Alzheimer

Neste Dia 21 de Setembro é celebrado o Dia Mundial do Alzheimer, um tipo de demência que acomete cerca de um milhão e meio de pessoas no Brasil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Essa é uma doença degenerativa que afeta não só o paciente, mas envolve a família toda. A chave é o diagnóstico precoce, tanto para o tratamento da doença, oferecendo ao paciente uma qualidade de vida melhor e retardando a progressão, quanto preparando a família para conviver com essa pessoa e ajudá-la com o tratamento”, destaca o neurologista Dr. Emilio Herrera Junior.

Devido ao acúmulo anormal de uma proteína existente no cérebro, a doença de Alzheimer gera a formação de placas senis que prejudicam a atividade dos neurônios e ocasionam a morte dessas células. Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), a cada quatro segundos uma pessoa é diagnosticada com alguma demência, sendo o mal de Alzheimer o tipo mais frequente, correspondendo a 55% dos casos. “Segundo dados, a cada duas pessoas com a doença, apenas uma sabe que a tem. Portanto, ficar atento aos sintomas e procurar um especialista é primordial”, destaca o especialista.

Os sintomas iniciais mais conhecidos são lapsos de memória (principalmente da memória recente, onde a pessoa pergunta a mesma coisa várias vezes ou esquecimento de eventos importantes); dificuldade em planejar e realizar tarefas; confusão de se localizar no tempo e espaço. Outros sintomas recorrentes são problemas com a fala e escrita; mudanças bruscas de humor; entre outros.

Ainda não existe uma causa específica para o Alzheimer, mas existem vários fatores que contribuem para seu aparecimento, tanto genéticos como externos. A idade, genética, diabetes, hipertensão, obesidade, tabagismo, sedentarismo, entre outros, são fatores que podem ser relacionados. Além desses, os aspectos relacionados ao estilo de vida, inclusive a escolaridade, podem ajudar a retardar o aparecimento desse declínio cognitivo por aumentar a reserva funcional cerebral.

“A doença não tem cura, mas o tratamento nas fases iniciais da doença pode postergar em anos os sintomas e complicações. Por isso defendemos o diagnóstico precoce, e alertamos para que as pessoas procurem um neurologista quando do aparecimento dos sintomas”, completa Herrera.

Um estudo liderado pelo neurologista catanduvense Dr. Emilio Herrera Junior é referência no Brasil e na América Latina na área de prevalência de demência. Segundo os resultados do estudo realizado em Catanduva por Herrera e seus colaboradores em cooperação com o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, 55% das demências são decorrentes de Alzheimer, seguido de demência vascular por derrames, demência frontotemporal e demência a corpos de Lewy disseminados.

Outro dado identificado pelo estudo é de que a prevalência de demência é de 7,1% na população acima dos 65 anos. Ainda segundo o estudo, a prevalência de demência dobra a cada 5,1 anos.

“Isto significa que em Catanduva temos cerca de 850 pessoas com essa doença – considerando o número de pessoas acima dos 65 anos segundo dados do IBGE. Entretanto, isso não significa que essas pessoas sabem que possuem a doença, pois em muitas delas não foi realizado o diagnóstico. Ressalto que a Doença de Alzheimer, um tipo de demência, é democrática. Ela surge em qualquer pessoa, de qualquer nível sócio-econômico-cultural. Sendo assim, qualquer pessoa pode ser acometida e reforço as recomendações: procure um neurologista logo que os sintomas surgirem”, finaliza o médico.

Com relação aos tratamentos, hoje está disponível a estimulação magnética transcraniana junto à melhora das habilidades cognitivas através da reabilitação neuropsicológica.

Da Redação
Foto – Divulgação

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