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Grupos do Pará trazem a cultura da Região Norte para o 54º Festival do Folclore de Olímpia

Tambores, afochê, banjo, flauta, ganzá, maracá, pandeiro e reco-reco vão invadir a Estância Turística de Olímpia, de 4 a 12 de agosto. É desses instrumentos que sairá um dos ritmos mais conhecidos do Festival do Folclore de Olímpia: o carimbó. Dança de roda típica do Pará e popular entre os nortistas. Marcada por movimentos giratórios, é Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil desde 2014.

Para encantar olimpienses e visitantes e representar a cultura da Região Norte do país estarão no palco do Fefol três agremiações paraenses já conhecidas da festa – o Grupo Parafolclórico Frutos do Pará (Belém do Pará), a Associação Folclórica Paramazon (Belém do Pará) e o Boi de Máscaras Faceiro (São Caetano de Odivelas).

O Frutos do Pará foi fundado em 1992, acumulando em seu repertório coreográfico cerca de 30 danças e lendas, as quais retratam a essência e a diversidade do povo Amazônico, respeitando e mantendo as características peculiares do folclore local.

O grupo apresenta um trabalho de resgate da cultura paraense utilizando como ferramenta a música e a dança folclórica do estado, através de shows e oficinas folclóricas. Integra a associação cultural Francisco Oliveira, que é Ponto de Cultura e ponto de memória do Brasil. Possui um elenco de 50 pessoas entre músicos, dançarinos e diretoria.

O Boi de Máscaras Faceiro surgiu no ano de 1937, criado pelos senhores Epaminondas de Sousa Chagas e Cândido Zeferino. A primeira versão durou até 1947. No dia 5 de junho de 1998, o Boi Faceiro, com seus “pirrôs mascarados”, “cabeçudos”, “bucudos”, vaqueiros, sua orquestra show e toda a sua alegria, retomou suas atividades culturais e retornou para o povo odivelense, após 51 anos de paralisação. E tornou-se uma das principais referências culturais de São Caetano de Odivelas, e um dos principais grupos de manifestação popular do interior do Estado do Pará.

O Boi Faceiro, hoje, é considerado como um projeto cultural que serve de parâmetro e exemplo para os outros grupos culturais de São Caetano, por seu modelo de organização e pela parceria mantida com outros grupos de bois de máscaras. Além do trabalho de preservação realizado em parceria com o grupo mirim Faceiro Jr, que é uma versão voltada para o público infantil, a fim de conscientizar nossas crianças quanto à manifestação dos bois de máscaras.

A Associação Folclórica Paramazon foi fundada em 22 de agosto de 1992. Surgiu através da agremiação carnavalesca Raízes da Terra. Tem como objetivo levar a cultura a todas as camadas sociais, independentemente de cor, raça, ideologias e religião, mostrando em seus espetáculos, a dança, o teatro e as verdadeiras músicas da cultura do Estado do Pará.

Hoje, o Paramazon conta com 40 participantes, sendo músicos, dançarinos, diretores e apoio, todos remanescentes de outros grupos e/ou dos bairros da cidade.

Da Redação
Foto – Divulgação

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