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Governo do Estado anuncia Dia D de Vacinação contra a Febre Amarela

O governo de São Paulo anunciou que fará o Dia D de Vacinação contra a Febre Amarela no dia 3 de fevereiro. A campanha inédita no estado vai se estender até o dia 24 com a aplicação de doses fracionadas da vacina em 53 municípios prioritários. A expectativa é vacinar 6,3 milhões de pessoas nessas áreas, que foram definidas por integrarem corredores ecológicos. Segundo a secretaria, esses municípios ainda não foram alcançados pelo vírus, mas o objetivo é proteger preventivamente a população. O órgão destaca que não há ocorrência da febre amarela urbana desde 1942.

O secretário de Saúde, o médico infectologista David Uip, destacou que a divulgação dos números da doença no estado será feita às sextas-feiras e que o órgão informará apenas casos confirmados. “São quatro parâmetros, sendo que dois são ambulatoriais. Nós usamos o dado epidemiológico, o diagnóstico clínico e dois exames fundamentais, o PCR e os exames imuno-histoquímico em tecidos. Ninguém fala em nome do estado a não ser nós”, disse ele ao se referir a dados desencontrados apresentados por municípios ou por laboratórios. Ele informou que o prazo máximo para confirmação é de dez dias.

Uip explicou ainda que não se pode falar em surto em São Paulo. “Existe definição para cada um dos termos: surto, pandemia, epidemia. O que temos no estado é o aumento do número de casos”, disse o secretário ao destacar que, apesar da menor gravidade, o governo está tomando medidas preventivas para impedir mais transmissões. “Estamos alertando, não estamos alarmando. O estado tem a situação em absoluto controle. Não vai haver epidemia, pandemia, mas, infelizmente, vamos ter mais casos”, disse.

O estado tem 29 casos de febre amarela silvestre confirmados, desde janeiro 2017, e 13 mortes. Os municípios que registraram infecção com morte são Américo Brasiliense, Amparo, Batatais, Monte Alegre do Sul, Santa Lúcia, São João da Boa Vista, Itatiba, Mairiporã e Nazaré Paulista. Os demais casos foram registrados em Águas da Prata, Campinas, Santa Cruz do Rio Pardo, Tuiti, Mococa, Jundiaí e Mairiporã. Em relação a mortes e adoecimento de primatas como macacos e bugios, foram 2.491 casos desde julho de 2016, sendo que a febre amarela foi confirmada em 617 animais. Mais 60% desses registros ocorreram na região de Campinas.

Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil

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