Quem recebe pensão por morte pode trabalhar? Entenda as regras do benefício!

Muitos se perguntam se quem recebe pensão por morte pode trabalhar ou se há restrições, assim como acontece na aposentadoria por invalidez.

A pensão por morte é um benefício previdenciário concedido aos dependentes do segurado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que faleceu ou teve a morte presumida declarada judicialmente. Esse benefício tem como objetivo garantir a estabilidade financeira da família, garantindo sua renda.

O valor da pensão pode variar conforme a quantidade de dependentes e a forma de distribuição dos recursos, sendo um direito fundamental para aqueles que dependiam economicamente do segurado falecido, o que pode deixar os beneficiários com problemas.

Esse auxílio representa uma medida essencial de proteção social, permitindo que os beneficiários tenham amparo financeiro em um momento delicado. Para receber a pensão, é necessário atender aos requisitos exigidos pela legislação previdenciária, que são específicos.

Ainda não sabe se quem recebe pensão por morte pode trabalhar? Veja as regras do INSS nesse caso.
Ainda não sabe se quem recebe pensão por morte pode trabalhar? Veja as regras do INSS nesse caso. / Crédito: @jeanedeoliveirafotografia / noticiademanha.com.br

Quais as regras para receber a pensão por morte?

A pensão por morte é concedida aos dependentes do segurado falecido que atendam aos critérios estabelecidos pela Previdência Social. Para isso, o falecido precisa ter contribuído para o INSS ou estar aposentado no momento do óbito.

Além disso, os dependentes devem comprovar a relação de dependência econômica para que possam ser reconhecidos como beneficiários do auxílio. Dependendo do parentesco e da dependência, o familiar pode ou não ter acesso ao pagamento. Tudo depende da prioridade.

O tempo de recebimento do benefício pode variar de acordo com a idade do dependente e o tipo de vínculo que mantinha com o segurado. Se o falecido não tiver tempo mínimo de contribuição ou não cumprir outras exigências do INSS, o pedido de pensão pode ser negado.

Quais parentes podem receber?

  • Cônjuge ou companheiro com união estável: Para receber a pensão, o cônjuge ou companheiro precisa comprovar a relação estável antes do falecimento do segurado. O tempo de recebimento depende da idade do beneficiário e do tempo de contribuição do falecido.
  • Filhos menores de 21 anos ou inválidos: Os filhos têm direito à pensão até completarem 21 anos, salvo se forem inválidos ou tiverem alguma deficiência grave, caso em que o benefício pode ser pago por mais tempo.
  • Pais do segurado: Os pais podem receber a pensão caso provem dependência econômica em relação ao falecido. Esse direito só é reconhecido se não houver outros dependentes preferenciais, como cônjuge ou filhos.

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Quem recebe pensão por morte pode trabalhar?

Muitas pessoas têm dúvidas sobre a possibilidade de continuar trabalhando ao mesmo tempo em que recebem a pensão por morte. O benefício previdenciário é independente da renda obtida com trabalho, ou seja, o segurado pode exercer atividades profissionais sem que isso afete o recebimento da pensão.

Trabalho de carteira assinada

Quem recebe pensão por morte pode trabalhar com carteira assinada sem qualquer impedimento. O vínculo empregatício formal não interfere no direito ao benefício, pois a pensão tem caráter previdenciário e não se relaciona com a remuneração do trabalhador.

Dessa forma, o segurado pode exercer sua profissão normalmente, sem risco de suspensão da pensão. Além disso, não há limite de renda que impeça o acúmulo do benefício com o salário, permitindo que o trabalhador receba integralmente os valores de ambos.

Abertura de MEI

Outra alternativa para quem recebe pensão por morte e deseja empreender é a formalização como Microempreendedor Individual (MEI). O registro como MEI permite que o beneficiário atue como empresário, emitindo notas fiscais e contribuindo para o INSS.

A abertura de um CNPJ não impede o recebimento da pensão, pois a legislação não estabelece restrições para esse tipo de atividade. Dessa forma, quem deseja iniciar um negócio próprio pode fazê-lo sem perder o benefício previdenciário. No entanto, o segurado precisa continuar cumprindo as regras.

Trabalho informal

Quem opta por atuar no mercado informal também pode continuar recebendo a pensão por morte normalmente. Como o benefício é garantido independentemente da atividade profissional, o trabalho sem registro não compromete o direito ao auxílio.

Contudo, mesmo sem vínculo empregatício formal, o segurado precisa ficar atento às regras previdenciárias, pois a falta de contribuição ao INSS pode impactar outros benefícios futuros. Dessa forma, é recomendável que o trabalhador informal busque formas de contribuir para a Previdência.

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Quando é possível perder a pensão por morte?

Embora a pensão por morte seja um direito assegurado aos dependentes do segurado falecido, existem situações em que o benefício pode ser cancelado. O principal motivo para a suspensão da pensão ocorre quando o beneficiário deixa de atender aos critérios estabelecidos pelo INSS.

No caso de filhos ou enteados, o benefício é encerrado automaticamente ao completarem 21 anos, exceto se houver invalidez ou deficiência. Já o cônjuge pode perder o direito caso se case novamente ou passe a viver em união estável.

Outra situação que pode levar à perda do benefício é a constatação de fraude no recebimento da pensão. Se o INSS identificar que o segurado não tinha dependentes legítimos ou que houve falsificação de documentos, o benefício pode ser cancelado. Além disso, será necessário devolver os valores.

A falta de atualização cadastral também pode ocasionar o bloqueio da pensão por morte. O INSS exige que os beneficiários realizem a prova de vida anualmente para comprovar que ainda estão aptos a receber o benefício. Se houver comprovação, o benefício é mantido.

A pensão por morte pode ser vitalícia?

A duração da pensão por morte depende da idade e da condição do beneficiário no momento do óbito do segurado. Para cônjuges ou companheiros, a pensão pode ser vitalícia se o falecido tiver contribuído para o INSS por pelo menos 18 meses e se o beneficiário tiver 45 anos ou mais na data do falecimento.

Para filhos, enteados e irmãos, a pensão é concedida até os 21 anos de idade, salvo se forem inválidos ou possuírem deficiência grave. Nesses casos, o benefício pode ser concedido por tempo indeterminado, desde que a invalidez tenha sido comprovada antes da maioridade.

Pais do segurado também podem receber a pensão vitalícia, desde que comprovem dependência econômica e não haja outros dependentes preferenciais. A pensão por morte pode ser essencial para garantir a segurança financeira da família, mas é importante compreender as regras para evitar surpresas.

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